sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Progeria – velhos já na infância



Progeria de Hutchinson-Gilford
Essa síndrome ocorre em 1 entre 8 milhões de crianças. A aparência de um afetado recém-nascido é normal, mas por volta dos 6 à 12 meses de idade a síndrome começa: o bebê não consegue ganhar peso, ocorrem mudanças na pele e com o decorrer do tempo, a criança começa a se parecer com uma pessoa idosa.

Um afetado tem as seguintes características:
·         Calvície, vasos temporais e olhos proeminentes, pequena mandíbula e formação dental atrasada.
·         Doenças cardíacas e arteriais.
·         Ossos mais finos com articulações proeminentes, rigidez nas articulações, baixa estatura e deslocamentos de quadril.
Todas as crianças com progeria tem aparência similar, a despeito da etnia. A expectativa de vida dessas crianças é em média até os 13 anos de idade, quando geralmente sucumbem de problemas cardíacos.
Síndrome de Werner
É uma forma mais comum de progeria, ocorrendo em 1 entre 1 milhão de crianças. É identificada, normalmente, quando o adolescente não consegue atingir o crescimento esperado para a idade. Da mesma forma que os afetados por Hutchinson-Gilford, os afetados por Werner aparentam idade avançada a medida que a síndrome evolui.
Entre os sintomas estão:
·         Forte disparidade entre a aparência da pessoa e sua idade real
·         Osteoporose, estatura pequena e fraqueza muscular.

·         Cabelos grisalhos e/ou calvície, catarata, mandíbula pequena, bochechas retraídas e voz aguda.
·         Câncer e diabetes também são comuns.
Aparentemente descendentes de japoneses e sardenhos sofrem de Werner com maior frequência. Sua expectativa de vida é por volta dos 46 anos, quando a maioria sucumbe do câncer ou de doenças cardiovasculares. 
Os causadores:
Progeria é causada por uma mutação no gene que codifica a Lamina A, essa mutação gera uma versão aberrante da lamina A, chamada de progerina, que causa a desestabilização do núcleo celular, afetando todas as células do corpo, com exceção das cerebrais. Isso gera um envelhecimento precoce.
Em estudos recentes, pesquisadores descobriram que a proteína WRNp, produto do gene causador da síndrome de Werner, interagem com promotor  do gene Oct4, que controla a pluripotência de células tronco embrionárias. Além dessa interação, a proteína também interage com uma proteína que controla a metilação do dito gene e isso evita o seu silenciamento. O silenciamento desse gene é um fator chave para diferenciação celular. Essa falha pode contribuir para o envelhecimento precoce.
Além disso outras pesquisas mostram que há um expressivo encurtamento e perda dos telômeros de cromossomos de células afetadas por Werner.
Não é exatamente um envelhecimento precoce:
Em ambas as síndromes, os afetados aparentam envelhecimento, porém há varias condições que diferem de um envelhecimento normal; O desenvolvimento de osteoporose, por exemplo, ocorre tanto nos afetados quanto no envelhecimento normal, todavia, a osteoporose é muito mais severa nos afetados, principalmente em ossos longos como os ossos da perna ou fêmur.
Fontes:

Postado por: Pedro Henrique Soares Souza de Souza


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Envelhecimento relacionado às mitocôndrias


Já vimos anteriormente que o envelhecimento é ocasionado pela ocorrência de radicais livres,os quais causam um acúmulo de deleções no DNA mitocondrial.
Ocorre um ciclo vicioso caracterizado da seguinte forma:
defeito na cadeia respiratória -  produção de radicais livres-  lesão do DNAmt.
Pessoas que apresentam problemas na fosforilação oxidativa  acumulam um maior número de deleções.As anormalidades que ocorrem no  DNA mitocondrial (deleções, duplicações, mutações de ponto e depleções) estão associadas a várias doenças,conhecidas como encefalomiopatias mitocondriais.Os mecanismos que geram o acúmulo de defeitos no DNA mitocondrial ainda não são totalmente esclarecidos,mas acredita-se que ocorra um erro no pareamento das bases durante a replicação.Tais lesões se agravam conforme ocorre o fenômeno do envelhecimento.
Determinadas características do DNAmt favorecem a lesão por radicais livres: localização próxima da cadeia respiratória, que é uma fonte de radicais livres na mitocôndria, ausência de histonas e sistema de reparo pobre .
A cadeia respiratória é composta de quatro complexos enzimáticos multipolipeptídicos: Complexo I (NADH-ubiquinona oxidorredutase), Complexo II (succinato-ubiquinona oxidorredutase), Complexo III (ubiquinol-citocromo c redutase) e Complexo IV (citocromo c oxidase), e dois carreadores de elétrons (ubiquinona e citocromo c). A cadeia respiratória oxida elétrons do NADH ou FADH2 e utiliza a energia para bombear prótons para fora da matriz mitocondrial. A cadeia respiratória mitocondrial normalmente libera pequenas quantidades de superóxidos e peróxido de hidrogênio (H2O2) através da auto-oxidação de uma ou mais espécies de flavina reduzidas, complexo ferro-enxofre e ubiquinona gerados por succinato, NADH e outras ubiquinonas que reduzem desidrogenases.
Conforme acontece  o processo de lesão do DNA mitocondrial ,causando mutações e deleções no material genético,ocorre  um aumento na concentração dos intermediários reduzidos da cadeia respiratória levando à formação de radicais livres através da sua auto-oxidação. De acordo com esta hipótese, um distúrbio no fluxo de elétrons na cadeia respiratória provocaria um escape de elétrons, resultando em um aumento na geração de radicais livres. Demonstrou-se que a inibição da citocromoxidase ou a  oxidação do citocromo b estimularia a geração de H 2O2 e superóxidos pela mitocôndria em insetos .
Desse modo,ocorre o ciclo vicioso já citado anteriormente,com o consequente acúmulo de radicais e lesões no DNA mitocondrial.



Postado por Rafaella Bernardes

Dolly: um sonho que durou pouco.

Em 1996, a humanidade se viu perplexa diante do anúncio feito pelo escocês Ian Wilmut, do Instituto Roslin, de Edimburgo, do nascimento do primeiro clone de um mamífero: a ovelha Dolly.

Dolly nasceu de uma elegante ousadia de Wilmut. Ele primeiro retirou células mamárias de uma ovelha da raça Finn Dorset, deixou-as em meio com baixa concentração de nutrientes, dessa forma as células pararam de sofrer mitose e foi possível a retirada do núcleo. Esse núcleo foi implantado em um óvulo anuclear de uma ovelha da raça Scottish Blackface, isso foi possível graças ao processo de eletrofusão. Para surpreender ainda mais a comunidade científica, Wilmut decidiu implantar o blastocisto formado a partir do óvulo, embrião com aproximadamente 100 células, em outra ovelha. Sendo que esta era da mesma raça da doadora do óvulo. Meses depois, para a surpresa de muitos, nasce Dolly, uma ovelha da raça Finn Dorset oriunda do ventre de uma ovelha Scottish Blackface. Isso, por si só, já constituía uma boa evidência para a veracidade do procedimento. Mais tarde, por meio de evidências genéticas, foi possível comprovar o feito.
Nem tudo, porém, foi tão elegante. Dolly não era exatamente idêntica à ovelha que lhe forneceu o material genético. Na medida em que ela também herdou DNA, advindo das mitocôndrias, da doadora do óvulo. Dolly também tinha artrite no quadril e no joelho da pata traseira esquerda. Devido a essa série de problemas, a mais extraordinária criatura concebida fora da natureza teve de ser sacrificada. O quadro de enfermidades apresentado por Dolly é mais comum em ovelhas com idade mais avançada. Surgiu então um grande senão, porque Dolly uma ovelha de tão pouca idade já apresentava características típicas da velhice? Novamente os telômeros surgem como boa alternativa de explicação. Acredita-se que esse envelhecimento precoce tenha ocorrido por Dolly ter recebido material genético de uma ovelha com seis anos de idade, consequentemente com sequências teloméricas mais curtas que o normal, intensificando os mecanismos de envelhecimento, pois é sabido que em grande parte das células somáticas, e a célula mamária é um exemplo, não se encontra a enzima telomerase responsável por impedir o encurtamento dos cromossomos.
A perda das sequências teloméricas, já é hoje bem aceita pelos cientistas como um dos fatores que acarreta o envelhecimento. O caso de Dolly, além de intrigante pela sua própria essência, forneceu um excelente exemplo daquilo que o britânico Jack Szostak havia comprovado um dia: O envelhecimento e os telômeros estão realmente inter-relacionados.

Postado por: Deyne Morais
Referências: Revista Ciência Hoje n 137

sábado, 8 de janeiro de 2011


Algumas teorias que tentam explicar o envelhecimento

Teorias estocásticas
Estas teorias indicam que a perda das funções exercidas pelas células são decorrentes do acúmulo de lesões,ligadas a fatores contidos no ambiente,em moléculas que são importantes para o funcionamento do corpo humano,provocando malefícios progressivos.
Algumas teorias estão contidas nesse grupo ,como por exemplo a teoria das mutações somáticas,a teoria do erro catástrofe,a da reparação do DNA,a teoria da quebra das ligações,do stress oxidativo e a teoria da glicosilação avançada.
Estas teorias baseiam-se na ação das radiações ionizantes.Precisamos entender o que estas radiações provocam.
Os genes das células somáticas vão sendo inativados à medida que ocorre o envelhecimento celular.Quando a pessoa é jovem,os mecanismos de regeneração e de reparação são bastante eficientes.Porém,as lesões nos genes vão se acumulando com o tempo e os mecanismos de reparação vão perdendo sua eficácia,provocando desequilíbrios  no organismo como um todo.


Teoria das mutações somáticas
Essa teoria foi uma das primeiras que tentava entender o envelhecimento a nível molecular.Estudos constataram que a exposição a radiações sub-letais causavam uma diminuição do tempo de vida.
Observações feitas em ratos evidenciavam atrofia,modificação da cor e a diminuição do tempo de vida nesses animais.Os índices de mortalidade precoce mostravam que esse fenômeno era decorrente do surgimento de patologias neoplásicas.
A partir disso,começaram a investigar a relação entre tempo de vida e as alterações que poderiam ocorrer no DNA,culminando na morte celular.
As radiações ionizantes causam desequilíbrios no corpo humano,comprometendo a homeostasia .Esta, é responsável por promover a defesa e a reparação de possíveis erros que venham a ocorrer.
O mecanismo de atuação das radiações consiste na quebra ou dimerização das pirimidinas adjacentes do DNA,causando mutações e consequentemente comprometendo a síntese e a funcionalidade protéica.
Os efeitos das radiações e o modo que o organismo tem de tentar reparar as lesões são temas de estudo de outras teorias,como a teoria de reparação do DNA  e a teoria do stress oxidativo,já citada anteriormente.


Postado por Rafaella Bernardes




Referências bibliográficas: Revista Portuguesa de Ciências do Desporto 2004 volume 4.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Doenças Cardiovasculares com alta incidência em idosos

Apesar de não muito recente a tabela acima mostra que as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte entre os idosos, e os números hoje ainda são altos.


Aterosclerose


Durante o envelhecimento as paredes dos vasos sofrem espessamento e se tornam rígidas, o que as fazem mais susceptíveis a lesões. Quando lesionados os vasos atraem uma grande quantidade de monócitos (um tipo de leucócito) que se prendem ao local da lesão, e posteriormente se transformam em células que acumulam gordura. Ao longo do tempo, essas células se acumulam causando espessamento das paredes dos vasos, essas placas chamadas ateromas, são constituídas principalmente por colesterol, células musculares lisas e células do tecido conjuntivo. As artérias afetadas pelos ateromas perdem a sua elasticidade e a medida que eles crescem tornam-nas mais estreitas. Essas placas também sofrem com a calcificação, o que tornam as artérias ainda mais susceptíveis a rompimento. O ateroma pode evoluir a um trombo (se solta da parede e cai na circulação podendo obstruir outra artéria importante, como no caso do AVC), ou então à uma embolia ( obstrução total da artéria em que se encontra).

Os principais fatores de risco para a ocorrência da doença são :
1.hipertensão arterial
2. níveis sanguíneos elevados de colesterol
3.tabagismo,
4.diabetes
5.obesidade
6.falta de exercício físico


Doença Arterial Coronariana




É um tipo especial de aterosclerose, onde as artérias coronárias, que são as que nutrem o coração, são obstruídas.  Um dos principais sintomas dessa doença é a chamada angina pectoris, que é uma dor torácica transitória ou uma sensação de pressão que ocorre quando o miocárdio não recebe oxigênio suficiente. A evolução mais séria da doença leva ao infarto do miocárdio, quando a irrigação de determinada região do coração é totalmente interrompida ou drasticamente reduzida por alguns minutos, o que acarreta a morte do tecido cardíaco, o tamanho da lesão determina o nível de gravidade do infarto, causando a morte do indivíduo ou uma insuficiência cardíaca, pela redução da capacidade de bombear o sangue pelo tecido morto.

Angina pectoris


Aneurisma da Aorta abdominal e torácica



Um aneurisma é uma protusão na parede da artéria, de forma sacular. Ela se desenvolve nas paredes de vasos fragilizados, são grandes fatores de risco a hipertensão arterial e a aterosclerose. Quando ocorre na aorta abdominal tem como principal sintoma um dor forte na região abdominal, já na aorta torácica, o aneurisma causa uma pressão nas estruturas que estão em contato com a aorta torácica, como por exemplo, o esôfago.



Insuficiência Cardíaca


É a doença na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração não é suficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e nem de nutrientes do corpo. O coração não consegue suportar a carga de trabalho. São inúmeras as doenças que podem causar insuficiência cardíaca, como estenose das valvas cardíacas, a aterosclerose, a obesidade, diabetes. Os principais sintomas são a fraqueza e o cansaço.




Postado por Meyrianne Almeida 

Referências:





segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Envelhecimento e doenças Cardiovasculares, o que tem a ver?




O envelhecimento é um processo normal que ocorre em todas as células do nosso corpo, não simultaneamente. Como já esclarecemos em outras postagens, esse processo é explicado por várias teorias, que podem está associadas entre si, estruturando o envelhecimento normal. Então, por que as doenças cardiovasculares tem maior incidência em pessoas idosas, já que envelhecer é normal?
Vários são os motivos que levam a esse fato, tentarei discorrer alguns deles. Com o avanço da idade, os mecanismos de controle dos produtos tóxicos, decorrentes das reações do organismo, se tornam menos eficientes, gerando o chamado stress oxidativo. O excesso desses produtos dentro das células, sendo o principal deles a lipofuscina (produto da digestão de restos celulares e bastante tóxica, conhecida como a substância da velhice), faz com que elas iniciem a apoptose (morte celular programada), assim as células cardíacas se degeneram.
Ao mesmo tempo em que existe a redução do número das células cardíacas, as que restam sofrem com o depósito de colágeno. E ao contrário do que se pensa, o coração idoso hipertrofia, por causa dessa deposição, principalmente o ventrículo esquerdo. Também, devido ao colágeno, as valvas cardíacas  ficam espessas e rígidas, e muitas vezes esse espessamento chega a gerar o sopro cardíaco, já que as valvas tem o importante papel de controlar o fluxo de sangue para os ventrículos, e isso pode se acentuar a ponto de acarretar problemas mais sérios. Em geral em todas as células ocorre calcificação.





O coração tem um sistema especial de células que controlam a frequência cardíaca, como um marcapasso natural, são células cardíacas especializadas capazes de transmitir impulsos nervosos. Esse sistema é formado pelo nódulo sinoatrial, nódulo atrioventricular, feixe de His e feixe de Purkinje. Quando envelhecemos, nesse sistema ocorre perda celular, com substituição por tecido fibroso e gordura. Assim, é natural em pessoas idosas a frequência cardíaca ser reduzida.
Depois de mostrar o que ocorre naturalmente com o sistema cardiovascular durante o envelhecimento, agora sim, vamos falar das patologias. Um conjunto de fatores pode levar à predisposição às patologias cardíacas, que tanto atingem os idosos, eles funcionam acentuando as alterações normais do organismo, é como se fossem gatilhos para as doenças. Entre eles a obesidade, o fumo, a falta de prática de exercícios físicos, a diabetes e o tabagismo, ao longo dos anos o estilo de vida adquirido pela pessoa pode ser preponderante para a ocorrência das doenças.


As doenças mais comuns como a aterosclerose, insuficiência cardíaca, hipertensão, estenose aórtica, doença coronariana, infarto do miocárdio, angina, estão em geral ligadas entre si. Algumas funcionam como um sintoma para as mais sérias e fulminantes, como a hipertensão e estenose aórtica, sinalizam que algo está em desacordo no organismo. Infelizmente, essas doenças “sinalizadoras”, quase sempre são assintomáticas, até uma evolução mais grave, como um infarto, por isso a importância de um acompanhamento médico frequente.

Como já disse é normal o coração idoso ter uma redução na frequência cardíaca, por isso percebemos que pessoas mais velhas não conseguem desenvolver atividades tão desgastantes com a mesma habilidade de um jovem, o oxigênio não é aproveitado em sua totalidade e a capacidade de compressão dessa bomba que temos está reduzida. O corpo possui uma estratégia para tentar aumentar a pressão dos vasos e com isso aumentar também a frequência, o sistema responsável por isso se chama “Renina-angiotensina-aldosterona”. A renina é uma proteína produzida nos rins, que além de ajudar na retenção de água, promove a ativação do angiotensinogênio, produzido no fígado, em angiotensina-I. A angiotensina-I se modifica em angiotensina-II, e essa é fundamental para a eficiência do sistema, ela é vasoconstritora, promove o aumento da retenção de Na+  e água, estimula a liberação de aldosterona, que também aumenta a retenção de água, e ela também estimula a liberação das catecolaminas. Toda essa primeira parte do sistema faz com que nos vasos haja mais líquidos o que aumenta o fluxo, e também a frequência, entretanto, o sistema não para por ai, ele vai estimular os receptores elétricos do coração para aumentar a velocidade dos batimentos. As catecolaminas, são neurotransmissores como noraepinefrina, adrenalina, ao serem liberadas elas aumentam o ritmo cardíaco ativando os receptores β-adrenérgico, o que causa vasoconstrição, elas promovem a perda de K+ e Mg+ pelo miocárdio, ao deficiência de O2 aumentando a captação de Ca+ o que inativa as mitocôndrias (local da célula responsável por produzir a energia que utilizamos). Na corrente sanguínea as catecolaminas sofrem oxidação, gerando radicais livres, o que em idosos pode se acentuar causando o quadro chamado cardiotoxidade, o que intensifica a degeneração das células.

Fonte: hipertensao22010.blogspot.com

Essa sistema de controle da frequência cardíaca, é bastante eficiente, no entanto quando é ativado sob condições inapropriadas, pode ser um contribuinte para a doença. Em pessoas por exemplo, que tem o hábito de consumir alimentos muito gordurosos, e não possuem uma dieta equilibrada, ao chegar à idades mais avançadas, os vasos não são tão resistentes como antes e sofrem algumas pequenas lesões, no espaço dessas lesões as placas de gordura se fixam, e ocorrem a calcificação, doença que chamamos de aterosclerose. A aterosclerose, pode gerar um quadro de hipertensão cardíaca, já que reduz o diâmetro dos vasos, e o fluxo de sangue continua o mesmo. Não raramente essas placas podem entupir vasos importantes como os que nutrem o coração, as artérias coronárias, causando um infarto. Outras vezes, essas placas se soltam da parede do vaso de origem e são carregadas pelo corpo através do fluxo sanguíneo podendo causar um AVC (acidente vascular cerebral), ou trombose. Como o sistema “Renina-angiotensina-aldosterona”, acelera o coração, ele pode também associado ao estilo de vida que o indivíduo possui, funcionar como um gatilho para o aparecimento de algumas doenças, como no exemplo dado acima.
É importante, que vocês estejam cientes de que um coração saudável se constrói ao longo da vida toda, e nunca é tarde para se tomar atitudes que podem salvar a sua vida, como uma dieta balanceada, práticas de atividade física, curtir a vida sem stress, não fumar, assim o nosso corpo não terá motivos para não agradecer. Lembrem-se os maus hábitos podem nos fazer vítimas de nós mesmos!!!

Nada melhor do que o amor para conservar o coração saudável!
Postado por: Meyrianne Almeida Barbosa